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por Otília Martel, em 13.08.05

Palavras Gastas...

 

 

 

No pôr do sol morno
Na delícia do dia que se esvai
Tal como rio
Que de corrente fraca
Desliza preguiçosamente fragas abaixo
Até à planície onde quase adormece.
Na magia desta fronteira de luz coada
Meu ser paira entre o real e o fantástico
Envolto na suavidade das cores que sucessivamente
acontecem metamorfoseando as sombras e a luz.
Irresistivelmente
Estendo os braços para abraçar o vazio imenso à minha
Volta
E curiosamente
Abraço a miragem do teu corpo
E sinto teu hálito quente que me segreda paixão.

 

Poema de Maria Mamede in "Palavras Gastas"

 

 

 

 

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