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por Otília Martel, em 26.04.18

Amar...

Portugal é um País de Poetas: muitos, dizem.
As prateleiras das estantes estão cheias de livros.
Uns que, obrigatoriamente, se estudou. Outros que se tornaram públicos. Muitos anónimos. Que nunca chegaram às prateleiras. De quem nunca se ouviu falar.
Dos publicamente conhecidos, gosto de alguns. De outros nem por isso.
Talvez tenha a ver com a minha forma de ser ou pensar.
Talvez tenha a ver com sensibilidade.
Talvez tenha a ver com as minhas fantasias e humores.
Mas sim. Gosto de poesia. Nem toda.
A que me toca a alma. A que me faz sorrir.
A que me faz pensar. A que dá esperança e faz sonhar.
A que desafia o mundo. A que diz verdades, também.
Gosto de poesia como gosto de música.
A que me arranca lágrimas e sorrisos.
A que me abraça interiormente. A que fala de saudade.
De paixão. Amor. Flores. Pássaros.
A que fala do encontro do sol e da lua. E da paz.
E dos homens e mulheres que perderam a esperança e por ela lutaram de novo.
A que fala das crianças. Do seu direito a serem felizes.
Das avós e das mães. Mas dos pais, também.

Luca bebé e Vovó Tiló

                        

 

 

E como nos diz Walt Whitman:

“Sou o poeta do Corpo e sou o poeta da Alma,
As aventuras do Céu estão em mim e as penas do inferno estão em mim,
As primeiras enxerto e reforço em mim mesmo, as últimas traduzo para uma uma nova língua.
Sou o poeta da mulher e do homem,
E digo que é tão grande ser mulher como ser homem,

E digo que não há nada maior do que a mãe dos homens.
…”

(excerto)

in, “Canto de Mim Mesmo”, a págs.54/55

 

 

Sim. Gosto de Poesia.

Dá-me a satisfação de ser. De amar.

 

 

Fotografia: O Luca bebé ao colo da Vovó Tiló   

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2 comentários

De Anónimo a 30.04.2018 às 12:58


O Luca cresceu e a avó continua a gostar da poesia que sente. Entendo tão bem...
Uma boa semana, minha Amiga.
Um beijo.

De Otília Martel a 15.05.2018 às 11:43

É verdade, minha querida Amiga e Poeta. O Luca cresceu e abençoou os meus dias. Amoroso e traquina como é de esperar na idade que já tem. 5 anos! Uma dádiva.
E continuo a gostar de poesia, sim. Ela está em mim, na minha alma, em todos os poros do meu corpo.
Escrevê-la é um pouco mais difícil agora.  Algo se quebrou em mim e a necessidade de a transmitir modificou-se. Nem sei bem como explicar-me. Ou talvez saiba mas a timidez impeça.

Mas o que importa é que a Vida continua. E o Amor dentro de mim, também. De uma outra forma, talvez.
Um beijo e tudo de bom para si e para os seus.

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