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por Menina Marota, em 03.01.14

...imenso como o mar

"Aprendi com a primavera a me deixar cortar. E a voltar sempre inteira."  

 

Recordei esta frase de Cecília Meireles (que tanto diz de mim) ouvindo o som da chuva enquanto o vento fustigava os pés de orquídea dos vasos da minha varanda. Ao longe, as ondas de espuma branca, entravam-me olhos dentro.     


E na linha do horizonte o azul do céu confunde-se com o mar.  


Saboreio o quente do café que percorre as minhas veias com uma sensação de conforto perante o frio do vidro onde estou encostada.


Mil imagens passam perante os meus olhos e, muitas delas, fazem-me sorrir.    


Continuo a beber o café e as ondas do mar levam meu pensamento para bem longe e volto a tempos imemoráveis, tempos que se perderam, mas que me fizeram crescer. E amadurecer.


Sorrio. Ainda, interiormente, sou a menina que acreditava nos sonhos.  


Olho a paisagem como se fosse um espelho de mim: vagueio naquela praia, subo a escadaria da minha capela favorita, onde o som das gaivotas e o ruído do mar se confunde com o silêncio, enterro os pés na areia molhada e respiro a natureza.


Tanta lembrança! Tantos sonhos!  


E, entre a menina que outrora fui e a mulher que sou, há um sentimento novo que me preenche por completo e me faz desejar, cada vez mais, viver.


O prazer de sentir nos meus braços o meu neto Luca!  


O meu coração, todo o meu ser, enche-se de amor.

Um amor novo mas imenso como o mar.

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